Sino de vácuo

Nº INVENTÁRIO: 402709/9

DESCRIÇÃO:

Instrumento utilizado como material didáctico para realização de experiências de acústica nas aulas de Física. Datam do séc. VI a.C. os estudos de Pitágoras demonstrando preocupação com a natureza do som, assim como, Aristóteles e Ptolomeu. Só vinte séculos mais tarde é feito o relançamento da acústica por Galileu-Galilei. Otto Von Guerick (1602-1628) inventou a máquina pneumática (mecanismo que serve para extrair o ar de recipientes fechados) que permitiu fazer as experiências constatando que o som não se propagava no vazio. Este dispositivo é constituído por uma ampola esférica de vidro ligada a uma calote metálica munida de uma torneira que pode ser adaptada a uma máquina pneumática. No interior da ampola está uma sineta presa por uma tira de couro. O sino tem a forma de campânula (recipiente em vidro, fechado, neste caso com forma esférica) e o invólucro é esférico, permitindo demonstrar que a propagação do som necessita de meio material. Rarefazendo o ar no seu interior verifica-se que, por mais que se oscile a sineta, não se escuta qualquer som. Deixando entrar um pouco de ar, o som começa a ser percetível e a sua intensidade vai crescendo à medida que a quantidade de ar aumenta. É constituído por uma ampola incolor, um suporte e uma sineta em metal de cor amarela latão.

Tubo sonoro

Nº INVENTÁRIO: 402709/72

DESCRIÇÃO:

Tubo de madeira prismático de grande comprimento em relação à secção. O pé recebe a corrente de ar que se vai escapar pela abertura existente na base do tubo. Usa-se em órgãos de tubos. Põe em evidência que o ar e todos os gases, entrando em vibração, produzem sons.


Conjunto de ressoadores de Helmholtz

Nº INVENTÁRIO: 402709/61

DESCRIÇÃO:

Conjunto de 10 esferas, de volumes diferentes, dotadas de gargalo. O instrumento serve para identificar as várias frequências ou tons musicais presentes na música e em outros sons complexos. As dez esferas estão dispostas em sequência por tamanho e inseridas numa base de madeira com 95 cm de comprimento e na parte mais larga com 12cm e a mais estreita com 6 cm. Na base encontram-se etiquetas em metal associadas a cada esfera. Cada esfera tem dois orifícios, um circular onde a esfera está inserida no suporte e por onde entra o som, e o outro, na extremidade oposta, em forma de gargalo. Este segundo é colocado no ouvido do experimentador para ouvir o som e determinar o seu volume. Nestes ressoadores apenas se pode produzir o som fundamental – som próprio do ressoador. Se forem produzidos sons compostos na vizinhança de um ressoador, e desde que esses sons contenham o som próprio desse ressoador, então este som é reforçado e ouve-se mais intensamente; mas se o som próprio do ressoador não existe nos sons compostos, o ressoador fica em silêncio. O timbre de um som depende dos harmónicos que os acompanham e da intensidade própria de cada um deles. Exemplo: a mesma nota musical (mesmo som fundamental) dada por instrumentos diferentes distingue-se do timbre (conjunto de sons harmónicos que se sobrepõem ao som fundamental). 

Está descrita no Catálogo do Laboratório de Física de Álvaro Rodrigues Machado - 1916, pág. 32, ref.ª 30.

Caixa de ressonância

Nº INVENTÁRIO: 402709/62

DESCRIÇÃO:

Constituído por 8 varas de aço montadas numa caixa de ressonância semicircular. É utilizado com o arco de violino para produzir vibrações transversais nas varas dando a escala de sons (8 notas: dó, ré, mi, fá, sol, lá, si, dó). As frequências dos sons são amplificadas pela caixa de ressonância de madeira. Na caixa de madeira está gravado o nome do construtor e o número de série (4008). 

Está descrita no catálogo do Laboratório de Física de Álvaro Rodrigues Machado - 1916, pág. 30, ref.ª 13.

Sereia de Cagniard de Latour

Nº INVENTÁRIO: 402709/78

DESCRIÇÃO:

Este aparelho permite medir a altura (ou a frequência) de um som, isto é, a qualidade pela qual se distingue um som grave de um agudo, e do correspondente número de vibrações. É constituído por uma caixa cilíndrica (O) coberta por um prato fixo (B); sobre este prato apoia-se um disco (A) ligado à haste (T) que se pode rodar solidariamente. O prato e o disco têm igual número de orifícios dispostos à mesma distância do eixo e inclinados em relação à superfície. Na parte superior, há um conta-rotações (centenas e unidades de volta). Utiliza um fole. Acionando o fole, o ar ao passar pelos orifícios do prato B e o disco A, se estes coincidirem, imprime ao disco um movimento de rotação; então os orifícios deixam de coincidir com a caixa de ar é interrompida. Como o disco A está em rotação, nova coincidência dos orifícios se estabelece, originando assim um novo impulso; este processo repete-se sucessivamente, pelo que o ar executa vibrações produzindo um som cuja altura aumenta com a velocidade da rotação. Efeito semelhante se pode obter dentro de água usando um jato de água. Pode verificar-se que para o mesmo número de vibrações, o som produzido é o mesmo que no ar. Conclui-se assim que a altura do som só depende do número de vibrações por unidade de tempo (frequência). 

Está descrito no catálogo do Laboratório de Física - Álvaro Rodrigues Machado – 1916 - pág. 30, refª. 8.

Tubo sonoro de palheta

Nº INVENTÁRIO: 402709/131

DESCRIÇÃO:

O sistema que se emprega para fazer entrar em vibração o ar que estes tubos encerram tem o nome de palheta e compõe-se de um pequeno tubo de prismático a fechado inferiormente e com uma abertura na parte superior K por onde entra o ar o ar que vai fazer vibrar a palheta.  Usa-se em órgãos de tubos. Põe em evidência que o ar e todos os gases, entrando em vibração, produzem sons. Existem dois tamanhos deste aparelho no Museu e identificados com um número gravado na parte da madeira (4024 e 4025). Também se encontra uma placa em metal identificando o construtor.

Metrónomo

Nº INVENTÁRIO: 402709/298

DESCRIÇÃO:

Instrumento utilizado em contexto das práticas pedagógicas de Física. Trata-se de um metrónomo de Maelzer, com caixa piramidal, de base quadrangular. Contém um pêndulo constituído por uma haste com um peso móvel, fixa na parte inferior. Este ao deslocar-se de um lado para o outro indica determinados andamentos. Com graduação numérica, a haste, tem variantes de andamentos do 40 ao 208 bpm (batidas por minuto). A principal finalidade desse artefacto, através de um "click"auditivo, era marcar o tempo, ou seja, o andamento da música. Deve conter uma chave para dar corda, na face lateral direita da pirâmide, uma vez que se move mecanicamente.

Telefone

Nº INVENTÁRIO: 402709/299

DESCRIÇÃO:

Telefone antigo constituído por uma caixa em madeira, e centrado nesta, situa-se o microfone, e um bocal cónico em ebonite sobreposto. Do lado esquerdo da caixa saem dois ganchos metálicos fixos ao mecanismo de alavanca, suportando exteriormente um auscultador cada um, que conforme este esteja apoiado ou não no gancho regula os mecanismos de recepção ou emissão. Os auscultadores têm forma circular e contêm, no seu interior, a respectiva bobine indutora electromagnética e membrana vibratória. O auscultador está ligado por condutores duplos isolados por bainha de cordão têxtil aos terminais e estes, por sua vez, aos elementos eléctricos e mecanismos no seu interior. Este aparelho electroacústico funciona como posto telefónico, que permite a transformação, no ponto transmissor, de energia acústica em energia elétrica e, no ponto receptor, acontece a transformação da energia elétrica em acústica, permitindo desta forma a troca de informações.